Os corpos insepultos e os abutres...
Carnificina e horror de que te nutres!
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Na escuridão do medo, ecoam gritos.
No cimo, errantes, tremeluzem astros.
No chão doído, informes, os detritos,
anúncio e precedência doutros rastros.
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No céu, se evola, em mancha nebulosa,
suspensa sobre a lei da gravidade,
o magma, que na via dolorosa,
expia condição e claridade.
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No circo, a turba exalta, em sangue, o trono.
César exibe a túnica escarlate.
Na arena, em agonia e abandono,
as levas condenadas ao abate.
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*José-Augusto de Carvalho
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*José-Augusto de Carvalho
Lisboa, 13 de Abril de 1997.
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José-Augusto de Carvalho